Agentes de Fiscalização do CRT-ES lideram ranking nacional e ocupam as três primeiras posições no uso do e-Fiscal

18/03/2026 16h31

Documento assinado simbolicamente pelas equipes técnicas materializa o compromisso entre as unidades regionais e as instâncias de governança para a implementação rigorosa da Resolução CFT n.º 288/2025

O Sistema CFT/CRTs consolidou, nesta sexta-feira (13/03), um marco histórico nos processos de fiscalização do exercício legal da profissão técnica industrial. Após quatro dias de imersão estratégica e operacional em Brasília (DF), as equipes de fiscalização do conselho de classe que abrange todo o Brasil firmaram o Pacto do Sistema de Fiscalização, um compromisso coletivo focado na padronização, eficiência e transparência das ações em território nacional.

Assinado simbolicamente pelas equipes técnicas, o documento transcende o registro das atividades realizadas em Brasília (DF), entre 10 e 13 de março. O pacto materializa o compromisso entre as unidades regionais e as instâncias de governança para a implementação rigorosa da Resolução CFT n.º 288/2025.

O evento foi organizado pela Diretoria de Fiscalização e Normas do CFT, por meio da Gerência de Fiscalização e Normas. As dinâmicas e processos foram coordenados pela empresa Ekoa, consultoria terceirizada de educação corporativa.

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Premiação - Os agentes fiscais do Sistema CFT/CRTs utilizam do aplicativo e-Fiscal para as atividades de fiscalização. O aplicativo funciona como uma "carteira do fiscal" digital. Permite consultar profissionais, empresas, Termos de Responsabilidade Técnica (TRTs), verificar placas e selos via QR Code, além de lavrar autos de infração e notificações.

gerente de Fiscalização do CFT, Luiza Alves Cordeiro entrega premiação aos agentes de fiscalização do CRT-ES

Durante a programação, foram reconhecidas boas práticas de fiscalização realizadas pelos regionais. O CRT-ES recebeu uma premiação do CFT por ser 2º conselho regional que mais utilizou o aplicativo e-Fiscal do Sistema. Além disso, agentes de fiscalização do regional capixaba se destacaram no ranking nacional de utilização da ferramenta: Jean Carlos dos Reis Neves conquistou o 1º lugar, Alan Antonio Zanotti ficou em 2º lugar e Jailson Pereira garantiu a 3ª colocação, evidenciando o comprometimento da equipe com a modernização e a eficiência das ações fiscalizatórias.

Equipe de Fiscalização do CRT-ES: Valdemberg Marques, Nelson Amaury, Alexandre Bittencourt, Jean Neves, Diretor Jefferson Cariati, Alan Zanotti, Jailson Pereira, Marcelo Carneiro e o gerente Marcelo Duarte

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Reset operacional na Fiscalização - A entrada em vigor da normativa federal foi o grande catalisador do encontro. Definida tecnicamente como um "reset operacional", a nova norma exige que o CFT e os CRTs operem sob parâmetros uniformes, utilizando o Sistema de Informação dos Conselhos dos Técnicos Industriais (Sinceti) como plataforma obrigatória para dados e documentos.

O objetivo central é claro: proteger a sociedade, garantir o exercício legal da profissão e fortalecer a credibilidade pública do sistema. "O sistema único não pode operar como um arquipélago", destaca o texto base do evento, reforçando a necessidade de uma linguagem comum e responsabilidades bem definidas.

Identidade e missão - Durante a jornada, as equipes de fiscalização participaram de uma dinâmica para redefinir a identidade da função:

Por quê: Proteger a sociedade e assegurar o exercício legal da profissão.
Como: Atuar com planejamento, inteligência, ética e rigor técnico-jurídico.
O quê: Entregar segurança jurídica e valorização da atividade profissional.

Diagnóstico, inovação na prática - O encontro foi marcado por uma abordagem franca sobre as dificuldades relacionais e operacionais entre o Conselho Federal (CFT) e os Regionais (CRTs). Através da Teoria da Resolução de Problemas Inventivo, metodologia científica e sistemática utilizada para gerar inovação, os participantes identificaram "comportamentos sabotadores" — como a tramitação fora de prazos e o isolamento entre núcleos — que precisam ser erradicados para o sucesso da nova fase.

A imersão resultou na consolidação de 60 desafios de inovação divididos em eixos como tecnologia, inteligência de dados e desburocratização. No terceiro dia, as equipes transformaram essas dores em protótipos testáveis, criando soluções concretas como novos fluxogramas, scripts de fiscalização e matrizes de decisão.

Estrutura da nova fiscalização - Com o pacto, o trabalho passa a ser organizado de forma sistêmica em três núcleos principais:

Inteligência: O "cérebro" que analisa e cruza dados para direcionar a atuação.
Fiscal: O "braço" operacional responsável pelas diligências em campo.
Processos: O "cartório" que garante a consistência jurídica e o cumprimento de prazos.

Legado do encontro - O Pacto de Fiscalização servirá como guia para que a Resolução CFT n.º 288/2025 deixe de ser apenas um texto legal e se torne o comportamento padrão de cada fiscal em campo. "O sistema não sobe por decreto. Sobe quando cada pessoa aceita a disciplina do caminho e se compromete com o próximo passo", conclui o documento do pacto.